O sabre de Luz do Peter Pan


Talvez nem todos conheçam a história de Peter Pan. O menino que foi levado à Terra do Nunca onde não envelhece jamais, vive feliz voando em uma terra fantástica com seus amigos (do qual é líder). Não precisa amadurecer, não sente o peso da gravidade, da idade e sempre consegue enganar seu perseguidor, o capitão Gancho, que mesmo quando o detém, é temporário e não o mata.




A sensação deste filme novo A Ascensão Skywalker é exatamente de uma aventura Peter Pan. Saí com o alívio do fim da saga, mas amargo pela maneira que o fizeram.

Vamos dividir a crítica em duas partes: sem spoiler (texto em preto) e com spoiler bem lá embaixo (texto em azul).

Sem spoiler: 

O filme tem algumas cenas gigantes, o que infelizmente não as torna grandiosas ou memoráveis. Tem planos bem abertos, em alguns momentos bons efeitos de iluminação com jogo de luzes. Existem alguns momentos de encher os olhos na tela, especialmente na última batalha (que aparece rapidamente no trailer, com vários cruzadores imperiais no ar). Como fotografia, é bonito.  Mas...Não se compara com os contrastes de cores e variedades de cenário dos Últimos Jedi (UJ).

O ritmo do filme é razoável. Ele alterna bem os momentos mais parados com os momentos mais agitados. Mesmo assim ele é mais agitado do que parado, me deixou com um gosto de "correria". Ele tem pressa, como um professor que quer corrigir o que foi falado na última aula, e dar conteúdo novo. Só que nesse filme, querem corrigir uma saga inteira de 8 filmes em 2 atos do filme  9.

Cenas de ação com naves na minha opinião ficaram muito mal montadas. Muitos cortes entre as ações, péssima geografia de cena (saber quem e onde está cada um no ambiente) que ficou bem prejudicada. Nas lutas de sabre isso a coreografia até foi boa, mas cenas de ação espaciais estavam bem poluídas e difíceis de seguir.

Trilha sonora - deixou muito a desejar, quando comparada com Últimos Jedi e os demais 8 filmes. Teve variações do tema principal e da marcha imperial distribuída ao longo do filme, mas aquela trilha sonora com "cara de SW", com majestade de John Williams - como uma space opera misturando espaço, tecnologia e magia, não teve.

humor diluído e bem colocado - algo clássico na saga SW - foi trocado por humor baseado em Punch Lines (a frase engraçada no momento certo, bem típicas de comédias americanas tipo sitcom, como Seinfeld, Two and a Half Men, Friends, mas sem a mesma criatividade). Especialmente pelo C3PO, que costumava ser o alívio cômico baseado no seu jeito atrapalhado natural e todo protocolar e medroso.

As informações e revelações são dadas de maneira apressada, explícita e tumultuada nos primeiros 20 minutos, e depois  distribuída aos poucos pelas cenas. Isso pode comprometer a experiência de ser imergido na estória, de ser conduzido pra dentro da telona. 

Essa enxurrada de informação explícita (a tal da "expositividade narrativa") me irritou no início do filme. Pareciam ansiosos mais em dar respostas ao público, do que prende-lo na poltrona caçando as respostas no meio da trama ou dos diálogos, nos fazendo pensar e relacionar o universo SW. É um tratamento infantilizado - lembra, mentalidade de Peter Pan? - para uma fan-base que é majoritariamente composta de geeks que gostam de mergulhar, ler e rever SW e até teorizar a respeito. Sim, é preciso trazer a nova geração pra SW, mas quem não viu a trilogia original e se apaixonou pelas prequels no início dos anos 2000, acabou por encontrar os filmes originais por tabela. Não precisou de um mini curso intensivo de SW no início de cada filme. 

Tudo bem, na saga Star Wars o letreiro amarelo do começo sempre funcionava como um primeiro ato, situando o que está acontecendo no Universo naquele momento. Mas neste filme 9, além do letreiro inicial, o próprio filme e diálogos foram hiper-explicativos. Não soa natural e pode nos cansar.

Sinceramente, depois de 40min de filme (das 2h20 do filme) tudo já havia sido revelado e a partir daí você já consegue antever o que tem pela frente, quem vai perseguir o que/quem.

Como entretenimento é um filme ok. Tem perseguição no espaço, tem os personagens clássicos, um objetivo dos mocinhos e dos bandidos.

Tem fã-service (momentos que fazem homenagem a cenas clássicas de SW)? tem, mas desperdiçaram a chance de serem marcantes. O último fã-service no fim do filme é muito bonito, mas é o cafezinho gostoso no fim de um almoço indigesto e mal temperado.

O roteiro (a construção e evolução da estória) é o que mais me irrita. Não há nada inesperado, segue de maneira próxima o Ep 6, e o filme ficou sem alma, ficou "OK" , mediano. Não dá para dizer que tem cenas memoráveis, marcantes, pois o diretor e roteirista preferiram deixar tudo sem consequências definitivas. Em nenhum momento você sente algum perigo real que ameace os personagens. Nada é irreversível, tudo que poderia marcar, impactar, é rapidamente corrigido e revertido para dizer aos fãs "calma, tá tudo bem de novo, viu?".

Tudo que tem potencial de ser controverso foi desfeito. J.J Abrams desfez o que Ryan Johnson criou corajosamente em UJ, com claras (e deselegantes) alfinetadas diretas a Ryan. Os conceitos bonitos e profundos de UJ foram rasgados explicitamente, como um manifesto aos fãs que se sentiram fragilizados com UJ. Muito disso se deve infelizmente a toxicidade das redes sociais, que fragilizaram o psiqué coletivo, criaram vingadores virtuais de justiça social "EAD", e o estúdio passou a modificar o roteiro de acordo com os likes e hates no Twitter. Foi um filme feito com medo, baseado no medo


Um filme com medo de errar e por isso também não tem chance de acertar um golaço. Toca de lado a bola, como um jogo atual da Seleção Brasileira, que também tem estado tão fraca que sonhamos em trazer Romário e Ronaldo de volta, mesmo mais velhos e cansados. É o famoso sentimento de "a seleção de 94 ou 2002 mesmo velhos ganhariam desse time atual". Infelizmente a saga SW atual não deixa seus ícones descansarem no panteão. E com isso, os mancham e trincam. Trazem Romário e Ronaldo pra jogar na zaga.

Os cameos e fan-services são acenos de segurança, mas não de avanço na estória. Medo de encerrar dignamente o legado dos personagens que sobreviveram.

Outro medo é de sair da famosa "fórmula Marvel" de roteiro, que deu certo de 2008 pra cá, e é seguro para os investidores terem o mínimo de rentabilidade. Mas até ela está desgastada.

Medo também de fazer referências claras ao Universo SW Rebels, Clone Wars e SW Expandido - coisas que nutriram os fans de SW por décadas e mantiveram a Lucas Arts bilionária, com novas estórias, sagas, personagens, teorias e aventuras inventadas por outras mentes apaixonadas, que esperaram 16 anos desde O Retorno de Jedi até Ameaça Fantasma (1999) e queriam mais de SW. Conceitos como Holocrons, planetas de Siths ancestrais, esposa do Luke e filhos dos Skywalkers, tudo isso já havia sido tratado muito bem nas HQs, e livros. Mas Kathlyn Kennedy quis reinventar tudo, ao invés de trazer pra telona algo que esses fans só podiam ver no conteúdo "extra-oficial" por 16 anos.

Um exemplo é a caçadora de recompensas do Imperador Palpatine (e treinada como sith) Mara Jade, que é interessante, empoderada, forte, e enfrenta e casa-se com Luke nas HQs e livros. Onde a Disney tão progressista escondeu essa referência? Qualquer marmanjo fan de SW, mesmo os mais frustrados e machistas, gostam e aceitam Mara Jade. Deixar isso fora da nova trilogia é um pecado para Rey e as fans da nova geração.



Enfim, é o típico filme que você deixa passando na sala enquanto a família se serve do almoço. Mas eu prefiro que deixe um jogo da série C do Brasileirão.
Pode deixar as crianças vendo, pois não há nada traumatizante.

Aliás é isso - The Rise of Skywalker é SW para crianças, mais do que animações Lego Star Wars. 

Assisti porque amo SW e seu universo. Consumo, mas justamente por gostar tanto, é que me incomoda ser feito algo medíocre. Aliás, nem isso. Medíocre está ligado à média, e na média SW é bem superior ao Rise of Skywalker.





ANÁLISE COM SPOILERS - CUIDADO!!

Daqui pra baixo, é discussão das grandes "revelações".
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As informações vieram jogadas na sua cara com força desde a abertura com o letreiro amarelo. Isso me irritou muito. "Um sinal com a voz de Palpatine é enviado a toda galáxia! Kylo Ren sai em busca de destruir esse possível concorrente". Ele chega a um planeta Sith e descobre que Snoke era só um boneco gerado em tanques, controlado pelo Imperador que ainda vive. Recebe o convite de ser de novo aprendiz de alguém. Palpatine ergue uma frota enorme de cruzadores imperiais do mar. Se foram 15 minutos de filme apenas. É um esforço enorme de deixar você cheio de expectativa. Um desespero para chamar sua atenção - bons roteiros não precisam disso, basta uma linha de diálogo bom e instigante!

Uma das coisas mais bacanas da nova trilogia - e que foi oficializado pelos UJ - foi desvincular a Força da linhagem familiar. Se nas prequels (Ep 1,2 e 3) a Força passou a ser "científica" com os tais Midchlorians, Ryan Johnson retomou a mística da Força como algo sobrenatural e misterioso, e que move o Universo e provoca suas mudanças. Que qualquer um com coragem poderia ser usado pela Força para combater o mal. Que mesmo sendo uma catadora de sucata de Jakku ou um tratador de animais em um estábulo de Canto Bight, você pode mudar o destino da Galáxia. Seu passado não te define. O "garoto da vassoura" é a alma de Star Wars.




Pois bem, JJ Abrams jogou tudo pro alto ao associar tudo de novo ao "poder da linhagem", ao "sangue azul" da Força. Rey não é Skywalker mas uma Palpatine! Dada a idade do Imperador em O Retorno de Jedi, em qual momento ele engravidou alguém para ter um filho contemporâneo de Luke e uma neta da idade da Rey? Palpatine é o novo "Velho da lancha" em Coruscant?

A Força voltou a ser algo aristocrático - só algumas famílias eleitas tem destaque e acesso. Ou você é bem nascido numa dessas famílias "fortes na força" ou nunca fará diferença na batalha Jedi x Sith. Tentaram suavizar isso dando ao Finn uma certa intuição pela Força, mas que não ficou clara e só acentuou a enorme diferença entre um sensitivo da Força de primeira classe e um de "segunda classe".

Com essa solução preguiçosa e rasteira, Rey precisa agora de um homem que lhe dê sobrenome para ser alguém, e não de si mesma e sua superação como sucateira num planeta esquecido . Se é para ser um filme mais moderno para uma protagonista feminina, erraram feio, erraram rude. Ela passa a ser definida não mais pela sua própria história com a Força, mas pela história dos homens ao redor - Luke/Ben Skywalker, Palpatine, etc. Se na trilogia original é a Princesa Leia quem tira Luke e Han do beco sem saída, aqui a Rey precisa de Lando, Luke, Poe, Finn, Palpatine, e nunca de si mesma.

Aliás que alfinetada deselegante de JJ para Ryan. Tudo que ele construiu de original foi negado e o filme virou um grande pedido de desculpas. Um Luke amargurado e falho, aprendendo a lição final sobre ser um mestre? Uma linda cena com o espírito do Yoda queimando os livros sagrados e ensinando as falhas aos alunos? a gente conserta com um Luke seguro e poderoso. Você se assustou com Luke jogando o Sabre fora e desprezando os Jedi? a gente põe uma fala dele próprio: "a arma de um Jedi deveria ter mais respeito".

Outra coisa irritante e medrosa foi trabalhar com consequências. Pessoas morrem e voltam, nada tem peso pois tudo é reversível. E isso deixa o filme bobo e desinteressante. Sem drama, não há catarse, sem tensão e apreensão, não existe alívio no final. E como o filme todo foi bate-e-assopra, no final eles precisam criar um problema gigantesco - fazendo tempestade em copo d'água - pra tentar criar esse efeito de alívio e superação.

Lembra da cena de despedida do C3PO no trailer? não é definitiva. O peso de uma despedida "pra valer" seria marcante na cena. Para dar uma chance de luta à Resistência, ele sacrifica a própria consciência, "olhando para seus amigos uma última vez" antes de te-los apagados da memória. Marcante, emocionante. O trailer parecia dramático. O primeiro preço alto a ser pago para superar o mal. Mas ainda nessa cena, antes que o fã Peter Pan sofra, alguém diz "o R2D2 tem um backup". E não muito depois, C3PO está de volta.

Rey cede ao lado sombrio e na sua raiva contra Kylo atinge um relâmpago de Força na nave, que explode com Chewie dentro. Ceder ao lado escuro a fez ganhar a disputa mas custou a vida de alguém amado. Sinta o peso disso, tome cuidado pois até os Jedi podem cair tentando fazer o certo! Olha lá a Rey caindo na armadilha do Anakin! O que seria algo inesperado e grave, uma lição aprendida com dor, o fim de um personagem clássico depois de 4 filmes. Mais um 
preço alto a ser pago, junto com C3PO. Mas não - Chewie estava em outra nave igual que ninguém viu. Não sofra, fã frágil da Terra do Nunca! 

Para derrotar o mal supremo - já que resolveram ressuscitar Palpatine - é necessário sacrifício supremo. Perder Chewie, C3PO, Leia (e Luke em UJ). Essas perdas dariam o peso para o confronto, para a catarse épica. Não deixar sem em vão. Mas a constante regeneração deixa tudo light, e se o filme não se leva a sério, não tem como mergulharmos no filme com atenção e emoção.

Aliás o poder Jedi de regeneração e cura de Rey é o símbolo da decadência desse filme: assim como ela faz, o roteiro e o diretor regeneram rapidamente e magicamente tudo que pode ser perda, dor e aprendizado com cicatrizes.


E ao retornar com Palpatine, JJ joga fora o peso do sacrifício de Anakin, ao abandonar seu Vader para proteger Luke. Confrontou e morreu por nada. Anakin era o Escolhido, mas agora é a Rey.


A profecia que falava do Escolhido e fazia todo sentido na costura do Ep 1 até o 6, foi jogada fora junto. Quem começou a treta intergalática e quem trouxe equilíbrio foram ambos da família Palpatine. O equilíbrio pode ter sido mal interpretado, como Mace Windu diz no Ep 3. Não significaria sumir com os Siths e sim aprender a conviver com ambos os lados da Força. Um Gray Jedi - conceito do Universo Expandido, que usam os dois lados da Força -  justificaria o sabre amarelo de Rey no final - só quem acompanhou Rebels e Clone Wars vai entender essa cor amarela. Ou seja, o filme está incompleto ao depender de fontes externas específicas, mas também não as assume.

Referências externas que foram medrosas também. Ao longo do filme aparecem menções a artefatos de magia Sith, os holocrons. E  entre as vozes que "recarregam as energias" Rey para enfrentar Palpatine estão Ashoka Tano e Kanan (ambos do Universo Rebels). Se vai flertar com esse universo rico, faça com coragem. Ponha uma Ashoka Tano visualmente como fantasma da Força, como o Yoda foi para Luke no fim do Ep 6.

O embate final ficou parecendo uma mistura de Harry Potter 7 e Vingadores Ultimato. 
Um embate de poderes luminosos, potencializado pelos "parentes" mortos que deram força a ela. Pra que repetir a mesma fala de Tony Stark e Thanos? "Eu sou todos os Sith" - "E eu...sou todos os Jedi"??

E não podia faltar o famoso "Raio Azul da morte", que sai destruindo tudo ao redor. Pareceu novamente o final do Esquadrão Suicida em que a Mistique abre um portal destruidor que ilumina de terror a cidade ao redor.








O medo também definiu o arco dos personagens. 
Rose não foi algo sensacional de UJ, podia bem ter morrido salvando Finn, mas já que ela existe e tange a estória dele, poderiam dar a ela mais desenvolvimento. Ela parou de ser trabalhada no ep 8. Mas como a fanbase chegou até a perseguir virtualmente e agredir a atriz por causa de seu personagem, a Disney tirou-a de campo no Ep 9. A própria Atriz que faz a Rose teve que fechar suas redes sociais e buscar ajuda, pelos fans que não separam personagem de ator. É insano e infantil.

Finn não muda quase nada do 8 ao 9, apenas parece mais "sensível à Força" sem querer. O que você precisava saber dele está no Ep 7.
A dinâmica dele com o Poe parece a de um casal que se atrai mas não aceita a atração, e é uma energia legal e visível na tela. Poderia culminar sim no primeiro casal gay de SW, de maneira elegante, crível,  e  palpável. Ergueram a bola mas ninguém chutou. Fica por isso mesmo. Puseram um beijo gay desfocado entre duas figurantes, no final do filme, você precisa pausar pra perceber. Nem a China censurou.

Rey está mais segura como Jedi, com poderes maiores, a ponto de segurar uma nave com a Força. Isso achei sensacional, ponto pro JJ. Mas sua busca por identidade e raízes podia ter sido pacificado pela nova família que a Força trouxe para sua vida: Chewie, Finn, Poe, Leia, etc. Seria uma linda cena ela reconhecer que ela não precisa de árvore genealógica, pois família é quem ama e se importa.
E o fechamento com o beijo em Ben, realizando o famoso ship Rey-Lo é a cereja que todos queriam, num bolo que não existia. Essa atração está mais palpável em Finn-Poe do que Ben-Rey a saga toda.

Aliás vamos falar de roteiro. Quantas saídas convenientes, quanta expositividade, quantas perguntas mal respondidas e não respondidas.

Um exemplo de conveniência com dedo forte do roteirista: Leia pede para ela levar 2 sabres de Luz consigo, só para que mais tarde faça sentido Kylo/Ben possa receber um sabre "teleportado" no meio da batalha final. O laço da Força entre eles (que havia sido explicado como um truque de Snoke para capturar Rey no Ep 8) agora é reescrito como uma "díade", Rey-Lo é uma dupla na força, que juntos são poderosos. Que conveniente. Agora não só eles se vêem pela Força, mas duelam à distância também.

Leia projeta sua voz para conter Kylo Ren de matar Rey, gastando sua última energia vital, para ser um grande Deus Ex-Machina salvando "do nada" a situação. Todo esse esforço para falar uma palavra, e não para conversar duas linhas com Ben. Uma conversa franca que terminaria de quebrar sua rachadura emocional interna, dizendo "ainda há tempo de voltar atrás, eu e seu pai te perdoamos". Mas não, só serviu pra dar a Rey a chance de revidar.. Se dava pra ligar pro filho e fazer as pazes, porque só agora?

E os famosos Cavaleiros de Ren citados em Ep 7 e 8? quem são, onde ficaram até hoje se Kylo era o líder deles? aparecem nos trailers, aparecem nas falas do Snoke, mas entram e saem gratuitamente no Ep 9 como se fossem conhecidos.E se são tão ameaçadores, isso devia ter sido semeado melhor na nova trilogia, para dar peso do antigo líder (Ben) ser cercado por eles no Ep 9.




Por enquanto é o que eu lembrei de relevante nas minha indignações. Consumi porque gosto de SW, mas não gostei do que vi.


Comentários

  1. O filme errou em tantas coisas que eu simplesmente não sei o que me decepcionou mais. Sério. A última vez que isso aconteceu foi com a última temporada de GOT, e olha que ela foi bem ruim.
    Deixe-me ver.
    1) Elitismo da força
    Sinceramente. Decepcionada.
    A coisa mais fantástica da força é justamente ela se manifestar em qualquer um e não ser um poder hereditário. Ficou uma merda Rey ser neta do palpatine.
    Merda mesmo.
    Mas acho que eles se inspiraram nos quadrinhos. O Anakim também foi completamente rebaixado lá pois Palpatine manipulou Midi-chlorians no útero da mãe dele, então ele também não era forte por si mesmo.
    Esse povo engrandece muito Palpatine. Todas as pessoas fortes são descendentes dele de alguma forma.
    2) sobrenome
    Jedis não se importam com sobrenomes porque não tem filhos, sua linhagem não tem herdeiros. Todos os grandes mestres Jedis são grandes e fim (vide Obi-wan Kenobi). Luke Skywalker já era uma lenda, não precisava de nenhum herdeiro pra perpetuar seu sobrenome.
    E Rey já é Rey, um sobrenome famoso não a torna mais forte.
    O próprio Luke teria odiado essa "homenagem" já que no segundo filme demonstra desprezo pelo endeusamento dos Jedis e da vaidade em achar que a força pertence á eles.
    3) Aparência
    Rey usava três coques porque esperava o retorno dos seus pais e isso era uma forma deles a reconhecerem. Quando ela aceita que eles não vão voltar, e é só ela por ela mesma, seu penteado muda para um semi preso.
    Da mesma forma, Kylo Ren temia não ser tão forte quanto o avô e por isso usava uma máscara semelhante à dele. Depois que Snoke jogou a verdade em sua cara, dizendo que ele era só uma criança com uma máscara, ele a descartou.
    ENTÃO porque diabos eles retornaram com o penteado de três coques e a máscara?
    Só se for pelo visual marcante porque sentido não faz nenhum.
    --
    São tantas coisas mas no geral esses pontos me incomodaram muito. Eu gosto muito dos dois primeiros filmes esse daí foi uma completa decepção.
    Não esperava fan service só algo que fizesse sentido.

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